30 junho 2017

Enquanto você dormia . . .


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Morel Felipe Wilkon


Enquanto você dormia, à noite passada, é possível que você estivesse matando a saudade de antigos amores fraternos. De vez em quando somos chamados junto aos nossos espíritos queridos.

Você alguma vez já sonhou e ficou triste por ter acordado? Queria ficar dormindo, sonhando, vivendo o que estava vivendo, sentindo o que estava sentindo?

Durante as horas de sono, enquanto o corpo físico repousa, nós ficamos relativamente livres, temporariamente libertos do peso da matéria. O que cada um de nós faz nessas horas? Depende da vontade, do que se passa em nosso íntimo, depende do nosso grau de adiantamento moral, da nossa força mental, depende de uma série de fatores que pouca gente conhece. Isso é estudado profundamente na Projeciologia, do Waldo Vieira.

Mas há ocasiões em que vamos para lugares muito melhores do que os lugares em que vivemos hoje. Fazemos coisas mais agradáveis do que as coisas que costumamos fazer e, o mais importante, convivemos com pessoas de quem sentimos muita falta.

Por mais que você ame quem está ao seu lado, sua família, seus parentes e amigos, nós vivemos em pleno laboratório de pesquisas. A matéria é mais ou menos isso, um laboratório onde testamos nossos conhecimentos e experiências adquiridos através de incontáveis reencarnações e durante os intervalos entre uma reencarnação e outra.

E na turbulência do dia-a-dia, no mundo competitivo e agitado, é raro termos tempo e oportunidade para simplesmente viver. Temos inúmeras responsabilidades aqui. E nem sempre estamos bem certos do que fazemos. Quando reencarnamos, não trazemos um roteiro que possa ser consultado a qualquer hora. É tudo intuitivo…

Quando estamos temporariamente livres da matéria por ocasião do sono, temos a oportunidade de conviver com pessoas a quem muito amamos e que muito nos amam. Cada um de nós tem sua parentela espiritual. Cada um de nós tem laços de amor e amizade com espíritos muito superiores a nós, que zelam por nossa passagem pela matéria. São esses espíritos que muitas vezes nos socorrem em momentos de maior dificuldade, nos incutindo ideias de bom ânimo, de esperança e de certeza de que no final tudo dá certo.

Enquanto o corpo físico está atirado sobre a cama, você pode estar matando a saudade de antigos amores fraternos, ouvindo bons conselhos, assistindo palestras, participando de cursos, relembrando experiências agradáveis de outras vidas como forma de recobrar forças e ânimo pra continuar a tarefa.
                   
Então, quando você acorda, não sabe onde estava, com quem estava ou o quê estava fazendo. Mas sabe que estava num lugar extremamente agradável e calmo, com pessoas amadas, boas e pacíficas, fazendo algo de útil e instrutivo. Você desperta com a convicção de que esteve num lugar que você conhece, esteve com pessoas muito íntimas, e estava tratando de assuntos que você conhece muito bem, você sabe perfeitamente do que se trata, embora seu cérebro físico não tenha essa lembrança.

Quando você acorda e percebe que era um sonho, que a sua realidade é outra, talvez a sua primeira impressão seja de decepção. Você gostaria de ficar por lá, você preferiria que a sua realidade fosse aquela e não esta. Mas logo você se conforma, você sabe, intuitivamente, que voltar pra lá é uma questão de tempo. De tempo e de merecimento.

A sua realidade, hoje, agora, é aqui. Você tem uma enorme responsabilidade aqui. A sua responsabilidade não se restringe às pessoas que você conhece. A sua família não é composta só pelas pessoas que estão encarnadas aqui, com você. Há espíritos desencarnados que fazem parte do seu grupo, que estão inseridos no contexto da sua experiência terrena.

O processo reencarnatório passa por um grande e complexo planejamento, que nós estamos longe de apreender. Mas é muito provável que alguns espíritos contam com você, esperam que você faça o que foi planejado, dependem de você, até certo ponto, para poderem colocar em prática o que foi planejado para eles. Tudo está interligado.

Por isso, de vez em quando, somos chamados junto aos nossos espíritos queridos. Para relembrar o planejamento, para retificar pontos que fugiram do controle, para modificar estratégias. A sensação que guardamos conosco, as lembranças vagas que ficam, quando despertamos, nos afiançam de que vale a pena se esforçar, vale a pena cumprir com a nossa parte.



Postado em Espírito Imortal




Gentili, ainda podemos ter nojo de você



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Fernando Brito



Em maio do ano passado, meu antigo companheiro Jose Trajano, como homem de bem que é, protestou de público contra o convite da emissora ESPN, onde era diretor, a Danilo Gentili, um cidadão que se intitula humorista e que diz barbaridades a torto e a direito, sempre protegido por esta pretensa condição.

Trajano o chamou “personagem engraçadinho que se posta como se fosse um sujeito que faz apologia do estupro em nome do humor” e Gentili, aquele que tem tanto respeito pelo Direito que esfrega notificações no vão de suas cuecas, resolveu processar Trajano – vejam só – por sentir-se “atingido em sua honra” pelos comentários feitos por ele. 

Não sabia que Trajano era capaz de tamanha fina pontaria que lhe permitisse atingir tão pequeno alvo.

Hoje, o Juiz José Zoéga Coelho, do Juizado Especial do Fórum da Barra Funda, em São Paulo, absolveu Trajano da acusação de Gentili.

Na sentença, diz que é “incontroverso” que Gentili “, embora não faça expressa apologia do estupro, efetivamente faz troça de fatos que, em tese, poderiam caracterizar o também grave crime de posse sexual mediante fraude (…) ou, mesmo assim não se entendendo, reduz e vitupera valores prevalentes na sociedade, como a liberdade sexual da mulher. E da mesma forma age com relação a outros valores não menos relevantes, como o respeito à diversidade de orientação sexual, o respeito à diferença de raças, dentre outros”.

E afirma que Trajano tem “o direito (…) de desgostar do humor feito” por Gentili e “de externar aberta crítica a ele” e, portanto, o absolve. Aqui, a sentença na íntegra.

Obrigado, Trajano. Não apenas pelo que você disse como por ter enfrentado este sujeito sem recuar no que disse como, também, por ter dado a todos nós a garantia jurídica de podermos dizer que Danilo Gentili, pelo que diz, nos dá nojo.

Abaixo, a fala de Trajano na ESPN que deixou Gentili furioso.






Postado em Tijolaço em 30/06/2017


Closet da Mari : Jaqueta jeans


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29 junho 2017

Curtindo curtas de amor . . .



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As árvores curadoras, segundo o Tao



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As árvores são amigas silenciosas das quais nos aproximamos espontaneamente: procuramos a sua sombra, nos recostamos sobre o seu tronco ou as escalamos como um desafio divertido. As árvores exercem uma atração natural sobre os seres humanos. Elas são seres vivos e, em qualquer lugar que estejam, temos a sensação de estarmos acompanhados.

Onde quer que haja uma árvore, também há oxigênio e, portanto, vida. O pesquisador Matthew Silverston fez um estudo sobre as árvores e publicou um livro chamado ‘Blinded by Science’, onde desenvolve uma teoria interessante sobre o benefício de abraçar as árvores e estar em contato com elas.

“Entre o homem e a árvore existe um vínculo vital imperceptível que une os seus destinos”.   – George Nakashima –

A “terapia das árvores” é uma corrente que utiliza essas novas descobertas. No entanto, há milhares de anos as culturas orientais já falavam sobre os benefícios para a saúde física e mental de abraçar as árvores e manter contato com as florestas. O Zen é uma dessas doutrinas que valoriza o poder de cura da natureza.


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As árvores e a saúde

Com base nos estudos do Oriente e do Ocidente, encontramos uma série de benefícios específicos quando abraçamos uma árvore. Elas são seres vivos como nós e possuem a capacidade de se comunicar com as pessoas, curar as suas almas e os seus corpos. Algumas árvores tornaram-se relevantes pelo seu poder de cura específico para certas doenças. São as seguintes.

Pinheiro. Eles são reverenciados na cultura chinesa e japonesa e são consideradas árvores imortais. De acordo com a sabedoria Zen, fortalecem o sistema nervoso e melhoram a circulação.

Cipreste. Abraçá-los ajuda a alcançar uma maior serenidade, reduz o calor do corpo e a raiva.

Salgueiro. Ajudam a regular a umidade do corpo e tratam do sistema urinário.

Ulmeiro. Fortalecem o estômago e acalmam as emoções.

Ácer. Eles ajudam a limpar a “energia ruim” ou pensamentos negativos, e diminuem qualquer dor física.

Abeto. Reduzem o inchaço e ajudam na cura de fraturas ósseas.

Bétula. Contribuem para desintoxicar o corpo.

Caneleiro. Melhoram a saúde do coração e de todos os órgãos abdominais.

Ameixeira. Contribuem para melhorar o funcionamento do pâncreas e do estômago.

Figueira. Melhoram o sistema digestivo e reduzem a temperatura do corpo.

Acácia. Ajudam a reduzir a temperatura do coração.

Dizem que Galeno, um dos pais da medicina, aconselhava todos os seus pacientes a passarem algum tempo em um bosque. Paulino, outro médico da mesma época, afirmava que os pacientes com epilepsia melhoravam quando dormiam perto de tílias floridas. Todos os médicos reconhecem o valor de cura do contato com a natureza.


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As terapias com árvores e florestas

A terapia com árvores é um campo da medicina alternativa que utiliza árvores e florestas como fonte de cura. Toda vegetação contém grandes quantidades de íons negativos. Portanto, quando o corpo entra em contato com eles, fica livre das toxinas eletromagnéticas e melhora o humor.

Do ponto de vista desta abordagem, o contato com os aparelhos elétricos e o estresse fazem com que o corpo seja preenchido com íons positivos. Nesses casos, é como se o corpo se tornasse um transformador ambulante. Algo que faz você se sentir cansado, irritado, mal-humorado, depressivo e sem energia. Basta ter contato com uma floresta e tudo isso é neutralizado. Quando abraçamos uma árvore, as suas energias funcionam como energias curadoras dos males em geral.

Caminhar descalço no campo e abraçar árvores são práticas recomendadas principalmente para pessoas que se sentem nervosas e inseguras. Também é muito útil para pessoas com fadiga excessiva ou que se sentem emocionalmente sobrecarregadas. Matthew Silverston disse que é como “absorver vitaminas de ar”, e que isto ativa todas as funções do corpo e da mente.

Um dos fardos da vida nas grandes cidades é precisamente a dificuldade de entrar em contato frequente com a natureza. O simples fato de olhar o verde da vegetação e respirar o ar gerado em torno dela é uma bela experiência. Não é preciso ter muitos conhecimentos para perceber que as florestas nos tranquilizam. Além disso, não custa nada, não requer nenhuma habilidade, e nos traz muitos benefícios.

Por que não incluir uma visita a uma floresta ou campo dentro das suas atividades habituais?





Outros benefícios



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27 junho 2017

10 comerciais que ganharam Leão em Cannes e vão divertir, impressionar ou emocionar você






Cannes Lions reúne todos os anos o melhor da propaganda. Publicitários dos quatro cantos do planeta se encontram na cidade francesa que dá o nome ao festival, com o objetivo não só de levar um Leão para casa, mas para fazer networking, estudar e descobrir o que será tendência para o próximo ano.

São dezenas de categorias que premiam de anúncios impressos a design de produto. Mas a categoria mais charmosa e disputada com certeza é Filme. São milhares de materiais inscritos, e uma pouca porcentagem deles chega ao shortlist. Os premiados então, são pouquíssimos. Em 2017 foram apenas 98.

Logo abaixo, nós fizemos uma seleção com os 10 comerciais que se destacaram esse ano. Spoiler: nenhum deles é da Trivago. Confira:

1. Channel 4 – We’re the Superhumans

Agência: Blink Productions

Prêmio: GP

Criado para divulgar a cobertura das Paraolimpíadas do Rio pela emissora Channel 4, foi o grande vencedor do festival, faturando o Grand Prix.





2. Donate Life – The World’s Biggest Asshole

Agência: The Martin Agency

Prêmio: Ouro

Mesmo as pessoas mais estúpidas podem fazer o bem.






3. Heineken – When You Drive, Never Drink

Agência: Publicis Italy

Prêmio: Ouro

Jackie Stewart, 3 vezes campão da Fórmula 1, passa um minuto e meio recusando o produto que ele deveria anunciar.






4. Old Spice – Five Year Plan

Agência: Wieden + Kennedy

Prêmio: Ouro

Todo ano Old Spice surpreende Cannes com seus filmes sem noção e divertidos. Em 2017 não foi diferente.





5. NY Times – The Truth Is Hard To Find – Bryan Denton

Agência: Droga 5

Prêmio: Ouro

Em épocas de muitas mentiras e boatos espalhados pela internet, o NY Times mostra as ameaças que o jornalista Bryan Denton enfrentou atrás de uma matéria.






6. Nike: Unlimited Courage

Agência: Wieden + Kennedy

Prêmio: Ouro

Chris Mosier é o primeiro homem transgênero a entrar para a equipe americana e nesse filme a Nike mostra algumas das incertezas que ele precisou enfrentar.





7. momondo – The DNA Journey
Agência: &Co.

Prêmio: Prata

Em um mundo com tantas misturas, ter preconceito não faz sentido.






8. John Lewis – #BusterTheBoxer


Agência: Adam & Eve DDB

Prêmio: Prata

A marca de roupas John Lewis já é famosa pelos seus emocionantes comerciais de Natal, e esse ano não foi diferente.






9. Farnham Ale & Lager – Bride

Agência: Ig2

Prêmio: Bronze

Como ressaltar o amargor de uma cerveja? Essa cerveja canadense encontrou uma maneira bem incomum.





10. Leica – Liberte-se das cores

Agência: F/Nazca

Prêmio: Bronze

Único brasileiro a ganhar um Leão em filme esse ano, esse comercial foi criado pela F/Nazca para divulgar a câmera fotográfica Leica M – Monochrom.






Postado em Hypeness



Defender Lula da sanha da Lava Jato é defender a democracia contra o golpe



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26 junho 2017

Quando você fecha os olhos é que nascem as mudas



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Clara Baccarin

Tenho medo das manipulações genéticas do amor!

Essa coisa de pensar, de analisar, de jogar, de manipular pessoas, mentes, corações, momento, intenções.

Essa coisa de querer colocar as mãos e as expectativas da mente nos sentimentos, de exigir um formato, de direcionar o percurso, pode ser que desestruture um caminhar sereno de evolução e adaptação.

Será que o tempo, a terra, as transformações do entorno não se ocupam de arrumar os destinos? De fazer com que corações se encaixem ou se distanciem?

Tem semente que vinga, cresce bonita, se ajusta ao solo, ao clima, e tem semente que simplesmente não germina. E assim é a vida.

Forçar a barra para que algo nasça, cresça, se desenvolva no tempo que esperamos, da forma que esperamos; exigir que tenha uma forma, uma cor, um aroma; arrancar os defeitos; manipular as curvas do amor, é colocar agrotóxico, é modificar a essência.

Plante, mas tire os olhos da terra; ame, mas serene o coração.

Ame como quem planta, como quem semeia com as mãos, como quem sabe respeitar as estações, as terras (férteis e inférteis), os períodos de seca e de abundância, as sementes que germinam e as que morrem.

Ame como quem planta com poucas ferramentas, mas com muito intento – relaxado, semeando amor, mas sem saber bem de onde virão os frutos, que árvores vingarão. Porque amores novos (e velhos também) precisam de uma dose de carinho e cuidado, mas também de outra grande porção de distração e relaxamento. Quando você fecha os olhos é que nascem as mudas.

O que é orgânico leva um tempo e uma vontade própria. Deixe que venha ou não venha. Deixe que seja a verdade. Se vier, vai ser para nutrir a alma. Se não vier, é porque não seria bom alimento.

Há sentimentos que não crescem porque não têm energia por dentro. Respeite os ciclos das sementes, das pessoas e dos corações. Que o amor seja orgânico e não geneticamente modificado!



Postado em Conti Outra



19 junho 2017

Somos pó de estrelas, fomos feitos para brilhar





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O cientista Carl Sagan explicou em seu livro “A Conexão Cósmica” que os seres humanos são feitos de uma matéria extraordinária: pó de estrelas. Em nosso DNA está presente a mesma fibra com a qual são bordadas as estrelas e nebulosas que todas as noites nos inspiram desde o infinito. Portanto, nós também fomos feitos para brilhar e tocar o céu.

Na realidade, esta frase tão poética teve sua origem nos anos 70. Foi a cantora Joni Mitchell quem, com sua inspiradora canção “Woodstock”, acalentou as gerações daquela época que “brilharam como pó de estrelas, como ouro reluzente”. No entanto, tempos depois Carl Sagan deu base científica a esta ideia, demonstrando-nos que em nosso interior, em cada célula de nosso coração ou em cada partícula de cálcio de nossos ossos, está inscrita uma história cósmica.
“Seja humilde porque você foi feito de terra. Seja nobre pois foi feito de estrelas”.   – Antigo provérbio sérvio –
Pensar nisso é, sem dúvida, algo esmagador e acalentador, uma descoberta que, ano após ano, vai se confirmando por meio de diversos trabalhos e estudos. Chris Impey, cientista e professor de astronomia da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, revelou em 2010 que toda matéria orgânica que contém carbono se produziu por uma geração muito antiga de estrelas. Além disso, se levarmos em conta que toda a matéria prima da Terra tem esta mesma origem, devemos assumir que 97% da massa de nosso corpo é formada pelo material das estrelas.

É algo mágico, não há dúvida. Fomos feitos para brilhar, para reluzir como o ouro, para iluminarmos uns aos outros como pó de diamantes. No entanto… por que nos esquecemos de brilhar? Se somos feitos de estrelas, por que não somos mais felizes?

Somos feitos de pó de estrelas, mas às vezes vivemos na escuridão

Quando mais escura está a noite, mais reluzem as estrelas. Em alguns casos, basta ir a uma janela e admirar o infinito para encontrar ânimo e inspiração. O mundo dos astros, com seus ciclos, seus movimentos, sua música silenciosa e sua beleza cósmica, sempre serviu de referência para a humanidade em muitas áreas e disciplinas relacionadas à agricultura, às ciências e inclusive à espiritualidade.

No entanto, e aqui está a verdadeira magia do assunto, nos limitamos a ver desde sempre este plano relativo aos astros como algo distante e, inclusive, superior a nós mesmos. É o momento de entender, de vislumbrar e de assumir que somos um todo, que esta matéria astral está, por sua vez, integrada a cada fragmento de nosso ser.

Nós também temos pequenos pedacinhos de estrelas em nossos tecidos, astros muito antigos daquele renascer cósmico que nos outorga, portanto, um poder e uma capacidade: a de brilhar em qualquer cenário, situação ou momento adverso, independentemente de quão escuro estiver tudo que nos envolve.

Não é fácil, sabemos. As pessoas costumam navegar com muita frequência pelos oceanos da escuridão, pelas marés da infelicidade perpétua e pelos áridos territórios onde não crescem mais as sementes do amor próprio. É uma realidade muito dura, tanto que, como mero exemplo desta escuridão do ser humano, podemos falar sobre um jogo perverso que foi tema de várias notícias nos meios de comunicação: o jogo da “baleia azul”.

Este jogo macabro, que teve sua origem na rede social russa VKontakte em 2013, se reproduz agora em todo o mundo através de 50 tarefas. As mesmas que, por diversas e complexas razões, atraem centenas de adolescentes em um caminho de autossabotagem, de autolesões e de uma lenta destruição até que finalmente o jovem, em um “suposto” ato de coragem, consegue vencer o jogo acabando com sua vida.

O criador deste jogo sádico é Philipp Budeikin, de 21 anos. Segundo ele, deu forma a este desafio virtual porque, conforme explica, “há pessoas que são resíduos biodegradáveis sem valor algum para a sociedade”. Os psicólogos russos indicaram que por trás das condutas deste jovem e de seus adeptos há raízes mais profundas que oscilam entre o ideológico e o psicopatológico. O mais destacável, o mais preocupante de tudo isso, é a quantidade de pessoas vulneráveis que há por trás de cada dispositivo, cada computador e telefone celular.

São centenas de mentes jovens e de coração frágil que respiram sem sentir esperança, sem ter motivação, alegria, e uma luz com a qual injetar-se vida, respeito por si mesmo e autoestima.

Comecemos a brilhar, por nós e pelos demais

Pense no momento mais feliz da sua vida e desfrute desta recordação. Sorria a um desconhecido. Crie uma playlist de músicas das quais você gosta. Coma uma fruta. Fale com letras de canções. Desenhe um animal imaginário. Procure formas nas nuvens. Faça um novo amigo. Cante no chuveiro…

“ Somos pó de estrelas que pensa sobre as estrelas ”.
- Carl Sagan -

Estas ideias também são desafios, os mesmos que formam o jogo “baleia azul”. São 50 desafios com os quais atrair jovens de todo o mundo, ajudando-lhes a construir uma atitude positiva e a nos afastarmos do jogo oposto, da baleia azul. Até o momento, há 290.000 seguidores e milhares completaram a última prova: salvar uma vida (como ajudar um companheiro de sala que sofre bullying, por exemplo). Esta é uma boa notícia, não há dúvida.

A esperança, nosso afã por ajudar os outros e lutar, por sua vez, pela sobrevivência comum, é algo que caracteriza a grande maioria de nós. Embora seja verdade que com frequência nos esquecemos de como brilhar, sempre há quem estará ao nosso lado acalentando-nos e recuperando nossa força e ânimo.

Se nos esquecermos de que somos formados por pó de estrelas, nossos amigos, parceiro, família ou algum desconhecido de bom coração sempre estarão presentes para acender novamente o fogo dos sonhos e da alegria.

Porque não há nada como acariciar a alma de uma pessoa para receber, por sua vez, a grandeza do próprio cosmos.






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17 junho 2017

Presidência do Brasil 2018 : Arcano 4 - Imperador - Um grande líder ou um tirano



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Lanceiros Negros : procuram-se os responsáveis pela atrocidade



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Jeferson Miola


A atrocidade da Brigada Militar [BM] na desocupação do movimento Lanceiros Negros é triplamente abominável.

1. O edifício de propriedade do governo do Estado, localizado no centro de Porto Alegre, foi ocupado pelos Lanceiros Negros em novembro de 2015. Antes disso, por 10 anos este imóvel estatal ficou sem uso e abandonado.

Naquele edifício, dos Lanceiros Negros, convertido num lugar-movimento e transformado numa escola de vida e política, mais de 170 jovens constituíram famílias, geraram as crianças que recém nasceram [ali residia inclusive um bebê de 30 dias], montaram uma biblioteca para si e para seus filhos, definiram regras comunitárias e processos democráticos de deliberação, se integraram com dignidade e respeito à vida no bairro, se tornaram personagens do centro da cidade, enfim, se fizeram luzes indicadoras de que a reurbanização do centro histórico da cidade só é possível quando acolhe e integra com humanidade na sua paisagem o povo simples e trabalhador.

O chefe do Executivo gaúcho, José Ivo Sartori, contudo, insensível a isso tudo, rechaçou com uma burrice cega e preconceituosa este bem sucedido experimento popular de organização social baseado na auto-gestão. Como a inteligência gerencial e a sensibilidade humana do Sartori cabem num tubo de gás pimenta, para ele o assunto é resolvido de maneira simples e prática: bastam cassetetes e balas de borracha.

Sartori simboliza o despotismo; ele representa o método de governar que condena o Estado e o povo gaúcho ao atraso, que faz com que o Rio Grande seja cada vez mais confundido com o arcaísmo e menos com o futuro.

2. Outro poder de Estado, o Judiciário, na pessoa da juíza Aline Santos Guaranha, da 7ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, aparentemente também portadora da tendência obtusa de perceber a realidade como o governador Sartori, concedeu ao governo estadual uma muito singular ordem de reintegração de posse.

Ela colocou o bem material acima da garantia da vida humana; fato coerente com a hermenêutica da juíza. Afinal, para ela, as coisas, o trânsito e os prédios valem muito mais que a maioria destas pessoas miseráveis e sem-teto que ela manda desalojar a qualquer hora do dia e da noite com frio e chuva e que recebem, em todo o ano, menos do que a classe da juíza ganha por mês só através de um obsceno auxílio-moradia.

A juíza determinou “o cumprimento da ordem aos feriados e finais de semana e fora do horário de expediente, se necessário, evitando o máximo possível o transtorno ao trânsito de veículos e funcionamento habitual da cidade”, e também autorizou o emprego de violência policial.

Se o Tribunal de Justiça do RS validar “o cumprimento da ordem aos feriados e finais de semana e fora do horário de expediente” e de violência para o desfecho de conflitos sociais, estará validando o arbítrio como resposta aos conflitos existentes no interior da sociedade, o que é típico de regimes de Exceção.

3. A atrocidade da Brigada Militar é raramente vista. A corporação da polícia militar tem uma cadeia de comando que começa no [1] Comandante-Geral da BM, passa pelo [2] secretário de segurança Cézar Schirmer, e termina no [3] governador do Estado, comandante supremo da BM, de acordo com a Constituição Estadual de 1989.

A Brigada foi atroz com os integrantes e com as organizações apoiadoras dos Lanceiros Negros, numa demonstração inequívoca de que a repressão e a truculência substituíram o cérebro.

A BM também foi atroz com a Assembléia Legislativa do RS, que teve um dos seus deputados, o Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Jefferson Fernandes, agredido, arrastado, algemado, seqüestrado e enfiado num camburão da BM que circulou pela cidade para finalmente “desová-lo” em frente ao Theatro São Pedro, ao lado da Assembléia Legislativa.

O deputado foi alvejado com bala de borracha na perna, torturado, espancado e xingado enquanto mantido no camburão com outras duas mulheres também presas ilegalmente. Aliás, outra flagrante ilegalidade da BM, de conduzir homens e mulheres no mesmo veículo usado para detenção.

O presidente da Assembléia do RS, deputado Edgar Pretto, PT/RS, traduziu com equilíbrio e precisão a gravidade do ocorrido: “a Assembléia foi violentamente afrontada com prisão do deputado Jefferson Fernandes”.

Passaram-se mais de 24 horas desde que esta atrocidade foi perpetrada e nem o secretário de segurança, Cézar Schirmer, como tampouco o governador do estado, José Ivo Sartori, se pronunciou sobre o atentado à democracia que fica evidenciado na prisão inconstitucional do deputado Jefferson Fernandes.

Esta atrocidade obedeceu uma cadeia de comando, do Judiciário ao Executivo, num ataque frontal e duplo à soberania popular: reprimindo o povo diretamente na desocupação, e atacando a soberania popular representada no mandato parlamentar.

Estivéssemos vivendo um Estado de Direito, as demissões do comandante-geral da BM e do secretário de segurança seriam os dois últimos atos assinados pelo governador Sartori antes da assinatura da renúncia ao cargo que ele tanto envergonha.


Postado em Luis Nassif Online em 16/06/2017





















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16 junho 2017

Às vezes, a gente não perde, a gente se livra



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A gente se livra ao ultrapassar os limites de nossa zona de conforto, deixando para trás o que nos pesa inutilmente, o que nos faz mal, o que fere nossa dignidade. Livrar-se é buscar um novo emprego, novos amigos, outras moradas, amores fresquinhos, paisagens inusitadas, emoções desconhecidas.


Marcel Camargo


É impossível enxergarmos os fatos com clareza quando estamos inseridos em meio à roda-viva dos acontecimentos desagradáveis. Geralmente, somos levados ao desespero, à impotência e à certeza de que jamais conseguiremos nos reerguer depois daquilo tudo. Mas o passar dos dias, dos meses, sempre acaba trazendo a lucidez necessária para que possamos encontrar meios de superar os reveses, os quais, vistos ao longo do tempo e a uma distância segura, tomam a real dimensão que possuem, sendo muitos deles verdadeiras bênçãos em nossa jornada. Há perdas, sim, mas também há muitos livramentos, felizmente.

A gente perde quando magoa quem nos ama de verdade, quem caminha ao nosso lado torcendo pelo nosso sucesso e nos ajudando a batalhar por nossa felicidade. Ferir essas pessoas é como machucarmos a nós mesmos, pois fazem parte de nós e de nossa história. Ao nos distanciarmos daqueles que nos dão as mãos com devoção sincera, limitamos as possibilidades de encontrarmos a felicidade.

A gente se livra ao perceber que está perdendo tempo em uma relação sem futuro algum, investindo em alguém que não oferece nada em troca. Recobrar a consciência e a lucidez, para juntarmos forças que nos possibilitem romper e partir em busca do amor de nossas vidas significa procurarmos pela felicidade com que sempre sonhamos. Os sonhos não devem permanecer na cama, mas sim nos acompanhar também enquanto estivermos acordados.

A gente perde quando trava lutas inúteis contra pessoas que não fazem a menor diferença em nossas vidas, tentando provar algo a quem não tem a mínima consideração com o que somos.

Despender energia com aqueles que não fazem questão de tomar parte de nosso caminhar com cumplicidade apenas enfraquecerá nossos ânimos, desviando nossas atenção do que realmente importa, do que nos é vital junto às pessoas certas.

A gente se livra ao compreender que somos falíveis e que bem provavelmente erramos muito, todos os dias. Esse entendimento amenizará nossa carga de culpa, tornando-nos mais leves e propensos a internalizar os aprendizados que vêm com as colheitas. Somente analisando os nossos equívocos, com maturidade e criticidade, é que conseguiremos articular nossas ações, no sentido de não repetir os erros que emperram nossos avanços, em todos os setores de nossas vidas. É preciso carregar somente as bagagens que nos serão úteis, ou nos cansaremos sem ter desfrutado tudo o que merecemos.

A gente perde quando se nega a mudar os hábitos que emperram as mudanças necessárias ao nosso aprimoramento pessoal, que nos intoxicam o físico e o psíquico, minando nossos sentidos e limitando nossa visão de mundo. Nunca é tarde para que deixemos o novo adentrar em nossas vidas, reoxigenando nossos pensamentos, elucidando nossas dúvidas, oportunizando-nos novas chances de recomeçar aquilo que não está dando certo.

A gente se livra ao ultrapassar os limites de nossa zona de conforto, deixando para trás o que nos pesa inutilmente, o que nos faz mal, o que fere nossa dignidade. Livrar-se é buscar um novo emprego, novos amigos, outras moradas, amores fresquinhos, paisagens inusitadas, emoções desconhecidas. É inconformar-se com o que se acomodou de forma insossa, rompendo as barreiras do medo e da hesitação que nos impedem de utilizarmos todo o potencial que nos preencherá a essência na medida exata de nossa felicidade.

É necessário, pois, sabermos que, ainda que certas rupturas pudessem ter sido evitadas em nosso favor, muitas perdas implicarão ganhos imensuráveis, no tempo e na hora certa. Por mais desoladora que seja a situação, haveremos de vencer a desesperança, o desânimo e a negatividade, renascendo das intempéries cada vez mais fortes e humanos, com uma visão de mundo mais madura e segura. Certamente, ainda haveremos de olhar para trás com uma grata satisfação por tudo o que nos aconteceu e que nos deu a oportunidade de nos tornarmos quem somos, apesar de – e por causa de – todas as escuridões em meio às quais nossa luz interior se fortaleceu para nos guiar de volta, sempre em direção à felicidade.



Postado em Conti Outra 


 

Dom Orvandil : Aécio Neves



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