30 novembro 2015

Lava Jato possui apenas a aparência do bom direito





Marcio Valley


Pois, é... Enquanto nossa imprensa não vê problema algum nos procedimentos de nossos juízes heróis e estrelas, como Joaquim Barbosa e Sérgio Moro, a imprensa estrangeira lança sobre eles um outro olhar, como demonstra o jornal The Sunday Times que o Nassif aponta em seu texto.

Outro dia, foram os alemães e os espanhóis. Agora, são os juristas ingleses a acusar a Lava Jato de ferir princípios constitucionais do Brasil. Falam sobre coisas que estranhamos, coisas sofisticadas que integram o cotidiano de países mais avançados civilizatoriamente. Coisas como direitos humanos, defesa irrestrita dos direitos e garantias individuais, devido processo legal, ampla defesa e vedação incondicional de provas obtidas por meios ilícitos. Claro, eles não entendem nada de Direito, não é mesmo?

Duvido muito que os juristas italianos, modelos confessos do deslumbrado jurisconsulto paranaense, defenderiam os procedimentos da Lava-Jato, assim como, antes, os juristas alemães discordaram veemente do modo distorcido como Joaquim Barbosa utilizou a teoria do domínio do fato, ao ponto de o próprio criador da teoria afirmar que aquele arremedo de doutrina de modo algum representava a que ele pontificava. Uma vergonha para uma corte suprema ser admoestada assim pelo próprio doutrinador mencionado na decisão.

Quando se passa a mirar somente no fim e, por conta disso, a suavizar recriminações quanto aos meios para tal, estamos no limite do retorno à barbárie.

Quem quiser que acredite em confissões obtidas por tortura. Prisão sem condenação e por tempo indefinido, como as de Guantánamo, representam tortura e são ilícitas no mundo inteiro, ainda que travestidas por roupagem jurídica.

Pessoas civilizadas entendem a importância da amplitude do conceito de cidadania e jamais cairão nesse canto kafkaniano de sereia jurídica. Joaquim Barbosa e Moro são exemplos de juristas que criam as jabuticabas do nosso direito.

Coisas assim explicam bastante bem as razões pelas quais possuímos tão poucos expoentes na ciência do Direito com repercussão para além de nossas fronteiras. Tornar-se um grande pensador do Direito exige ausência de covardia intelectual e desprendimento material, virtudes que, pelo que parece, são raras no Brasil. Basta lembrar a atuação de nosso glorioso STF durante o regime militar, quando os ministros, com raríssimas e honrosas exceções, o plural é por educação, se tornaram cordeirinhos obedientes.

Essa pusilanimidade com a inversão de valores, pelo visto, persiste em nossa tradição jurídica.

De toda sorte, vale a pena refletir sobre o quanto estamos dispostos a aquiescer com a perda de direitos, mesmo na hipótese de prisão do pior dos traficantes, em nome de uma suposta moralização. Moralizações desmedidas, e viciadas quanto aos atingidos, que são escolhidos a dedo, sempre foram danosas para a sociedade.

Deve-se lembrar que perda de direitos é sempre, sem exceção, um bumerangue. É lançado contra os inimigos públicos e, depois, quando os alvos rareiam, a monotonia os faz voltar contra toda a população.

A Lava-Jato possui apenas a aparência do bom direito, nada mais. Já causou muitas vezes mais danos ao Brasil do que a corrupção que visava combater. E, pelo andar da carruagem, continuará a fazê-lo, por que a intenção não é, de fato, combater a corrupção. Fosse assim estariam sendo alcançadas pessoas públicas de todas as cores, que já foram mencionadas e apontadas diversas vezes. Mas não é assim que ocorre. A seletividade é um componente imoral que definiu a Lava-Jato. Somente um determinado grupo de pessoas é atingida. A análise desse comportamento, também ilegal, evidencia que o interesse subjacente é desmanchar a economia brasileira em benefício de corporações internacionais.

A Lava-Jato é a versão jurídica do projeto político do PSDB, projeto esse que, evidentemente, é idêntico ao das empresas que representam a grande mídia, pois elas integram as corporações interessadas. Isso é bastante evidente para quem coloca mais do que um olho raso sobre as manchetes escandalosas.

O roteiro de sempre está sendo encenado à vista de todos. Isso já foi realizado diversas vezes contra vários países subdesenvolvidos do mundo. O clímax ocorre quando o país-alvo adota medidas corretas para se fugir do subdesenvolvimento. A partir daí, o contra-ataque é rápido e feroz. Não se medem consequências. Dependendo das circunstâncias, admite-se até a guerra.

No caso do Brasil, não se chegou, e talvez nunca se chegue, ao extremo da guerra. A reação por aqui é institucional. Já foi militar, hoje é judicial.

O ponto de inflexão no desenvolvimento de nossa economia, ocorreu com o Mensalão e prosseguiu com a Lava-Jato, ambos processos travestidos com a capa da legalidade, mas que operam em sintonia com os interesses dos patrões do mundo.

O final desse filme será o mesmo reservado aos países da periferia: economia nacional quebrada e dependente das metrópoles, desemprego, aumento da miséria e transferência ainda maior da riqueza para os milionários, esses que já abdicaram das próprias nacionalidades há muito tempo.

Atualmente, não há porque ter orgulho de grandes empresas brasileiras, sejam bancos, empreiteiras ou cervejarias. Elas não se preocupam de fato com o país, mas somente com sua lucratividade. Não possuem conflitos de consciências em retirar seu capital do país ao primeiro sinal de dificuldade.

Não podemos reclamar. Estamos escolhendo livremente o nosso destino. Enganados? Pode ser, mas porque queremos ser enganados. Pode-se perdoar a idiotia, pois se trata de um problema mental, mas não a burrice que se vangloria de ser burra e se faz de desentendida para não ser esclarecida.

Os dados estão aí, não enxerga somente quem não quer enxergar.

O duro, o duro mesmo, é estar retornando à escuridão do nosso conhecido fundo do poço, que é onde sempre estivemos, quando se estava tão próximo da boca do poço, tanto que era possível enxergar o sol brilhando no céu e o vento do desenvolvimento afagando nossas faces.

Ficará, mais uma vez, para a próxima geração?


Postado no Contraponto


Onde está a fila para ver Jesus ?









29 novembro 2015

A arte de ser Luz




Sentir-se irradiante nesse mundo - 


tão cheio de pessoas carregando mágoas

e expostas a diversos tipos de suscetibilidades energéticas -

é tornar-se rico de possibilidades espirituais.

Ser consciente dessa luz é viver em abundância interna.

A matéria é energia condensada. E a energia é matéria sutilizada.

Logo, tudo é energia em graus variados de densidade.

Por isso, os mestres herméticos da antiguidade diziam que ‘tudo é luz!'

E eles estavam corretos: luz é vida; é movimento; é vibração; é energia.

A energia reflete o que pensamos, sentimos e fazemos uns com os outros.

A qualidade da nossa energia depende da qualidade de nossa manifestação -

 interna e externa - na vida.

Quem vibra com o que faz, irradia uma energia que impulsiona aos outros

na direção dos mesmos interesses e afinidades.

E o semelhante atrai o semelhante...

Então, quem quer mais luz, que seja luz!


Wagner Borges




Lindo comercial de Natal



Débora Schach

Esse filme da Leo Burnett de Madri para a loteria de Natal da Espanha também aborda os temas da solidão e da solidariedade.

Conta a história de Justino, o guarda noturno de uma fábrica de manequins. Para passar o tempo e alegrar seus colegas que trabalham na fábrica nos turnos da manhã e da tarde, Justino coloca os manequins em poses engraçadas. 

E assim, mesmo não compartilhando seu tempo com os demais, Justino se torna um colega de trabalho muito querido.

Antes de assistir ao comercial você precisa saber que a loteria de fim de ano é especial na Espanha, justamente porque já é tradição que familiares e amigos joguem juntos, fazendo aquilo que chamamos de ‘bolão’ aqui no Brasil.

Pra completar, o filme tem cara de curta-metragem da Pixar, o que só o torna ainda mais adorável.





Postado no Blue Bus


Que tristeza que me dá ao ver no que se transformou o ser humano . . .







a-terra-no-limite-Pop1



27 novembro 2015

Ganância do homem : Sofrimento da natureza !






Rio Doce destruído pelas mineradoras multinacionais em Minas Gerais ! Pura ganância ! 







Rio Doce foi atingido por lama de barragem (Foto: Reprodução)



Rio Doce antes do desastre !








Se o coração chama . . . vai !





Rubia A. Dantés

Vejo tanta gente aceitando o inaceitável… defendendo o indefensável… que fica fácil perceber que muitos não acreditam que tenham outra escolha a não ser o menos pior. 

E aceitam e defendem o que é ruim por não imaginar sequer que existam outras possibilidades, e entre elas a de ter o que é muito bom, ótimo… maravilhoso… 

Parece que tiraram do cardápio das escolhas de muita gente ou, de algumas partes de muitos de nós, as opções: bom, muito bom e ótimo e em alguns pontos só acreditamos que podemos escolher entre o pior e o menos pior. 

Enquanto tivermos essa crença, essa vai ser mesmo a nossa única opção de escolha!

Fomos levados a um ponto onde não enxergamos mais nenhuma saída criativa a não ser aquelas que nossas crenças nos oferecem como as únicas disponíveis. 

Essas partes nossas que se apegam a tão poucas possibilidades e todas ruins, seja na nossa vida pessoal, do nosso país ou do nosso planeta, estão nos pedindo socorro para que façamos alguma coisa para mudar esse cenário tão sombrio… se estão tão visíveis é para nos dar a oportunidade de fazer alguma coisa. 

O que se manifesta fora é um reflexo do que temos dentro, uma projeção das nossa crenças. Mas como ir além dessa crenças e desses limites rígidos que elas nos impõem?

Se sabemos que tudo é um espelho que nos reflete, sabemos também que não adianta limpar o espelho se queremos ver refletida outra realidade. 

O que tem que mudar somos nós!

Podemos observar nas nossas vidas, nas nossas histórias, onde estamos aceitando o menos pior, onde foi que perdemos o fio de esperança que nos conecta com o campo de todas as possibilidades. 

Olhe para sua vida com olhos de águia e sinta onde é possível ir além, perceba onde você está aceitando o que para sua Alma é inaceitável… 

Acredite que milagres e transformações são possíveis e estão sempre disponíveis para quem tem coragem de realmente querer ir além.

Muitas vezes ficamos na estagnação e na desesperança por pura acomodação e preguiça de sacudir tudo, de tirar tudo do lugar, se for preciso… para não aceitar menos do que é nosso por Direito Divino.

Por que somos tão facilmente controláveis?

Onde perdemos nosso poder pessoal e nossa conexão com a nossa parte Que Sabe - aquela que sempre nos acena com novas possibilidades e com sincronicidades que enchem de alegria e esperança o nosso caminhar – e começamos a acreditar em tudo que nos passam como verdade, sem questionar? 

Onde começamos a ser seguidores sem opinião?

O que não falta é pergunta, mas as respostas estão todas dentro de cada coração que se abre para a vida. Que tem coragem de não aceitar o que estão nos mostrando como vida possível. 

Quem nos quer sob controle, quer gente adormecida, sem vontade e sem energia para sequer questionar.

Mas se o coração bate e chama com uma pontinha de esperança, vale a pena seguir seus caminhos, mesmo que seja preciso abrir estradas do novo e passar por onde ninguém ainda passou… 

Existem coisas que são para você e só você pode acessar e trazer à Luz porque faz parte do seu caminho, do seu propósito !

Se o coração chama… vai !


Postado no O segredo


23 novembro 2015

Atitudes para você se manter em crescimento




Stephanie Gomes

Não é à toa que há um “Cresça” em meio às quatro frases que definem os objetivos desse blog (“Aproveite a vida. Cresça. Sinta-se bem. Seja feliz”). Eu acredito que saber que estamos crescendo, nos desenvolvendo e nos tornando pessoas melhores é fundamental para a felicidade.

Uma das frases que minha mãe mais falava para mim era: “nunca pare de aprender”. Quando mais nova eu achava que isso queria dizer que eu devia ir bem na escola, depois fazer faculdade, aprender vários idiomas, entrar na pós-graduação, fazer mestrado, doutorado etc. Hoje eu entendo que é bem mais do que isso. “Nunca pare de aprender” significa “continue crescendo”. E esse se tornou um dos meus lemas de vida.

Dois anos atrás eu resolvi criar o Desassossegada para compartilhar coisas que eu estava aprendendo sobre felicidade, bem-estar e positividade. Tenho certeza de que, se não o tivesse criado, eu teria crescido muito menos até hoje. Aprendo muito refletindo, escrevendo, pesquisando e, principalmente, lendo as opiniões de outras pessoas sobre o que escrevo. E aprendi também que há inúmeras maneiras de me manter em crescimento e manter a minha vida sempre em frente.

Quero compartilhar com vocês algumas atitudes e ações que fazem com que eu siga crescendo e aprendendo a me tornar uma pessoa melhor e mais feliz:

1) Pergunte-se sempre: o que eu posso fazer para melhorar nisto?

Sempre me faço essa pergunta, tanto para o que já acho que estou fazendo bem como para aquilo que sei que ainda estou errando. Não fico neurótica atrás de respostas, se eu não souber de imediato, tudo bem. Mas gosto de manter esse pensamento para estar sempre em busca do melhor e para quando eu descobrir uma forma de melhorar, estar aberta à possibilidade.

2) Saiba que sempre há uma nova forma de enxergar aquilo que você já sabe

Esteja aberto a ouvir opiniões diferentes e contrárias à sua, mesmo que você saiba muito sobre um assunto e não queira mudar de opinião. Muitas vezes não existe certo e errado, e sim visões e experiências diferentes. E não é porque você vai conhecer uma opinião diferente da sua que seus valores vão mudar, mas é provável que você consiga tirar algo que te acrescente, que te faça refletir e que amplie sua visão sobre a sua própria opinião.

3) Leia, estude, se interesse, busque conhecer

É muito prazeroso descobrir um assunto interessante e mergulhar nele, conhecer histórias, descobrir coisas que você não sabia, refletir sobre aquilo, despertar novas visões e passar o que você aprendeu adiante. Além disso, adquirir conhecimento é a principal forma de aprender a respeitar você mesmo, os outros e o mundo. Imagine quanta negatividade, quantas brigas, quantos problemas e quantas guerras seriam evitadas se todos aprendêssemos a nos respeitar?

4) Dê muita importância ao autoconhecimento

Infelizmente, o autoconhecimento ainda não é um conhecimento visto como necessário por muitas escolas, empresas e famílias. Por isso, crescemos sem desenvolvê-lo e, quando descobrimos que ele existe, precisamos correr atrás do tempo desperdiçado. Autoconhecimento é uma coisa muito importante para o seu crescimento. Eu diria que ele é indispensável, que não é possível crescer sem estar, ao mesmo tempo, se conhecendo melhor. Sem ele, você pode até crescer, mas é provável que tenha dificuldades em encontrar a direção do seu crescimento.

5) Desafie-se

Desafios são uma das melhores formas de enfrentarmos medos, dificuldades e limitações. E ultrapassar essas barreiras é um crescimento e tanto! Desafiar-se também pode te ajudar a se conhecer melhor ou desenvolver uma habilidade. Como escolher um desafio? Pense em algo que você acha difícil ou que tem certeza que não conseguiria fazer. Levante e faça. Não importa se vai sair perfeito, apenas encare o desafio com a intenção de superar algo que você não quer mais para si. Só o fato de tentar já te torna maior do que aquilo que te causava medo.

6) Passe adiante o que você aprende

Encontre uma forma de passar para as outras pessoas as coisas boas que você aprende. Eu criei um blog para isso, mas você pode compartilhar no Facebook, criar uma campanha, mandar um email, contar a sua ideia para seus amigos, reunir um grupo de pessoas interessadas, pedir apoio a seus familiares… Além de espalhar algo bom, ensinar é uma das melhores formas de aprender. Se eu não tivesse criado o blog, talvez ainda teria aprendido uma coisa ou outra, mas a minha vontade de compartilhar o que aprendo é o que me mantém em busca de crescer cada vez mais.

7) Trabalhe suas habilidades

Talvez você já seja incrível em fazer uma coisa. Talvez não exista ninguém melhor do que você nisso. Ou seja, você não tem mais nada a aprender, certo? Erradíssimo. Primeiro porque, se você parar de treinar e se atualizar, vai acabar perdendo aquilo que sabe e ficando para trás daqueles que continuam fazendo. Segundo porque você não é perfeito. E isso é ótimo, porque é a prova de que sempre há algo para aprender, melhorar e testar. Mãos à obra!

8) Inclua coisas novas na sua vida

Não coloque limites em seus interesses, queira sempre descobrir e conhecer mais – inclusive coisas que você acha que jamais se interessaria. Experimente novos hobbies, cursos, livros, filmes, pessoas, lugares, habilidades… tudo é aprendizado!

9) Reflita

Eu já recebi várias mensagens de leitores do blog me perguntando como eu faço para “saber tudo isso”. A minha resposta é sempre a mesma: eu reflito muito sobre tudo. Nem sempre minhas reflexões levam a algo interessante, mas eu acho fundamental me manter pensando, observando e desenvolvendo a minha visão sobre diversos assuntos. Tento sempre olhar as coisas por ângulos diferentes, observar como me sinto e como as pessoas reagem, perceber as mudanças que acontecem em mim e na minha vida, ouvir o que as pessoas dizem… é isso o que me mantém criativa e inspirada. Por isso recomendo que você reflita muito sobre tudo aquilo que mexe com você e te desperta interesse.

10) Aprenda com os outros

Apesar de ser mais fácil aprendermos com as nossas experiências, podemos aprender muito com o conhecimento e as experiências dos outros. Abra-se mais para o que eles têm a dizer e descubra o que podem te ensinar. Acompanhe e escute pessoas que te inspiram, mas acompanhe e escute também pessoas que nunca te deram motivos para se tornarem uma grande inspiração – é bem provável que elas te surpreendam com coisas interessantes que você não sabe.

11) Aprenda a lidar

Pare de negar, brigar, fingir e tentar ser algo que você não é. Ao invés disso, aprenda a lidar com as coisas que te incomodam para que você possa usá-las a seu favor ou ao menos não deixar que te atrapalhem. Todos os dias eu procuro aprender a lidar um pouco melhor com a minha timidez e com o stress alheio, por exemplo. Em relação à timidez, descobri como usá-la de uma forma ainda melhor: aprendendo a lidar com ela para poder compartilhar minhas experiências aqui no blog.


Postado no Desassossegada


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