27 julho 2015

FHC — o Neoliberal I — perdeu o juízo, se algum dia o teve




Davis Sena Filho

Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, também conhecido como FHC é um ex-presidente politicamente conservador, inquilino da casa grande, que, vítima de uma fortíssima e tenebrosa amnésia, "esqueceu" tudo o que disse e escreveu, bem como pediu às pessoas para esquecerem também tudo o que ele fez, no decorrer de sua vida, a exemplo do que o grão tucano disse e escreveu.


Parecem confusas essas afirmativas, não é? Porém, elas retratam, fidedignamente, tudo o que o Fernando Henrique Cardoso é: negligente e incompetente; entreguista e antinacionalista; dissimulado e manipulador; e agora, na altura do campeonato de sua vida já octagenária, o grão-tucano, portador das características de um camaleão, torna-se oportunista e golpista.


Nada disso o que eu assevero é pessoal. Apenas retrato o que o ex-presidente tucano se mostrou em seus mandatos, pois governou o Brasil como se fosse um caixeiro viajante ao invés de ser um estadista, porque vendeu suas estatais estratégicas sem dimensionar o mal que cometeu, pois quando um povo tem seu patrimônio vendido lhe é subtraído ou prejudicado seu direito de se desenvolver, pois as empresas públicas têm como meta primordial zelar pela distribuição de benefícios, de renda e de riqueza.

Quando as estatais são entregues a grupos meramente capitalistas, a exemplo das empresas de telefonia, que visam somente acumular dinheiro, pagar mal seus empregados e fazer remessas de lucros exorbitantes, além de oferecerem um péssimo serviço, o povo sente, porque o dinheiro em mãos privadas somente serve para atender às demandas pessoais e empresariais de corporações econômicas que não tem o mínimo de compromisso com o desenvolvimento do Brasil.

FHC é o Neoliberal I, também conhecido como o Príncipe da Privataria. Trata-se daquele senhor tucano, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Repito: três vezes!


Ele ainda repartiu e sucateou a Petrobras, afundou a maior plataforma do mundo — a P-36, e, não satisfeito, foi o autor, inconteste, de um apagão de energia que durou um ano e meio. Repito: um ano e meio! Um recorde negativo de todos os tempos.

Além disso, não satisfeito com sua sequência de incompetências e inaptidões para governar, FHC aniquilou com a indústria naval deste País, bem como vendeu a Vale do Rio Doce, a segunda maior empresa pública brasileira, cujas riquezas estão debaixo da terra. Repito: debaixo da terra! 

Não é surreal o governo predador desse tucano do PSDB? Existem também tucanos no PMDB, no DEM, no PPS, no PSB, no PP e até mesmo no PT, vide o senador Delcídio Amaral e Cia.

Então, vamos à pergunta que se recusa a calar: Como mensurar o valor de uma empresa da grandeza da Vale se os produtos com os quais ela trabalha para depois vendê-los estão debaixo da terra? 

E como saber das terras que têm riquezas em seus subterrâneos se o Brasil é um País continente e, por sua vez, existem terras pertencentes à Vale do Rio Doce, que até hoje não foram exploradas?

A resposta eu deixo para o ex-presidente FHC ou para o senador José Serra, entreguista contumaz, um dos líderes emblemáticos da privataria dos anos 1990, e que recentemente apresentou projeto no Senado que praticamente entrega o Pré-Sal às petroleiras estrangeiras. O DNA tucano é realmente lastimável.

Hoje o grão-vizir da tucanagem posa como o líder da oposição, quando, não, dispõe-se a fazer o papel de decano do bom senso ou de guardião da democracia. 

Seria cômico se não fosse ridículo e trágico ter que ouvir ou saber das bobagens de Fernando Henrique Cardoso, que vestiu beca, samarra e capelo para apostar no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, eleita legalmente pela maioria do povo brasileiro.

Isto mesmo, o doutor e "príncipe" sociólogo, Fernando Henrique Cardoso, mandou novamente todo mundo esquecer que ele um dia fingiu ser um democrata, mas que agora, por motivos "alheios" à sua vontade de pôr um tucano na Presidência da República, optou por ser um golpista com doutorado e, consequentemente, um desestabilizador da democracia brasileira com pedigree, o que o faz ser perdoado pelas classes dominantes, admirado pelos abutres da imprensa empresarial e também pelos coxinhas de classe média, batuqueiros de panelas de barrigas cheias, ao tempo que preconceituosos e analfabetos políticos.




A verdade é que Fernando Henrique disse a seguinte pérola, na recente convenção do seu partido em Brasília: "O PSDB está pronto para governar o País". 

É isto mesmo. O tucano de alta plumagem e bico longo (por causa disto ele fala sem parar) considera que o governo perdeu a credibilidade. O governo federal administrado pelo PT, lógico. 

Não se confunda. Para FHC, quem tem credibilidade é o governo de São Paulo de Geraldo Alckmin, aquele que, junto com Serra e Cia., privatizou quase que totalmente o Estado bandeirante.

O privatizou, sim, bem como o deixou sem água, além de serem os responsáveis pelos problemas graves sobre acusações e denúncias relativas ao metrô, aos trens e à Sabesp, bem como serem alvos de queixas e protestos contra os altos preços dos pedágios das rodovias e estradas, todas privatizadas. 

Se existe alguma coisa na vida que político tucano sabe fazer é vender o patrimônio público que ele não construiu.

E por que tucano não constrói? Fácil o é a resposta: porque ele não pensa o Brasil.

Oh, alma vazia, fútil e leviana de predador de seu País, porque conspira contra o próprio povo. 

Oh, vira-lata colonizado e subserviente às causas alienígenas ao Brasil. Remova-se! Manchas se removem, e como tal o é o pensamento entreguista e neoliberal dos tucanos.

Voltemos ao grão-vizir de bico longo e voo curto. Como assim cara pálida? O PSDB está pronto pra governar? Governar o País? Só se for em 2019, se vencer as eleições de 2018. 

Tudo o que está fora desta agenda política é golpe, baixaria e ausência de discernimento histórico sobre o Brasil e seus golpes de estado, renúncias, deposições, suicídios, exílios e mortes.

Um verdadeiro filme (real) de tragédias dirigido por "diretores" inquilinos da casa grande de DNA escravocrata. Pessoas sem limites, que não dimensionam as consequências de um golpe contra uma presidenta legalmente constituída e eleita pelo povo.

Fernando Henrique Cardoso está a brincar de incendiar fogueiras. Incendiá-las não é o problema. O problema é quando se usa gasolina para apagá-las.

Agora, o tucano, após afirmar que o PSDB está pronto para governar, ele diz, em seu facebook, que "O momento não é para a busca de aproximações com o Governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo". 

Salvar do quê e quem de quê? O PT e o Lula nunca quiseram falar com o FHC. Pantomima e malandragem pura, com os auspícios da Folha.

Anteriormente, o político veterano, que representa principalmente os interesses das oligarquias paulistas, usou a Folha de S. Paulo para propor a abertura de diálogo com o ex-presidente Lula, virtual candidato do PT às eleições de 2018. O tucano se dispôs, inclusive, a debater temas como a reforma política. Balela! 

FHC nunca foi magnânimo. Ele apenas cometeu uma pantomima política, porque o Neoliberal I nunca pensou o Brasil. Ao contrário, o ex-presidente sempre desprezou o poderoso País de língua portuguesa, a sexta economia do mundo, que tinha tanto patrimônio, que possibilitou a FHC e sua trupe a formalizar e depois colocar em prática a segunda maior privatização da história do mundo, sendo que a primeira foi a privatização da União Soviética — a Rússia.

Depois pessoas nacionalistas e com discernimento histórico do que acontece atualmente têm de suportar o insuportável, ou seja, os coxinhas paneleiros de classe média e média alta, além dos ricos, chamarem o Brasil de merda e a vociferar que neste País nada presta, sem, no entanto, olharem-se no espelho. 

Vão às ruas como se fossem fantoches da velha mídia, mas despidos de conteúdo político e trabalhista, pois desprovidos de uma pauta séria de reivindicações e exigências.

Só gritam palavras de ordem baseadas em notícias e manchetes elaboradas pelos empregados dos magnatas bilionários de imprensa, que até hoje não sei como essa gente ainda não foi presa. Será que os magnatas bilionários são inimputáveis neste País? Vamos ver... Afinal os donos de empreiteiras e construtoras estão presos.

Quem sabe um dia o Brasil seja realmente passado a limpo e, por conseguinte, lermos e ouvirmos manchetes sobre as prisões de magnatas bilionários em seus próprios jornais impressos, radiofônicos e televisivos?

Considero que pau que bate em Chico também bate em Francisco. Mas não considero que em casa de ferreiro o espeto sempre é de pau. Às vezes é de ferro, o que me faz acreditar que vento que bate cá bate lá também. Pena que os parlamentares do PT não saibam mais disso, porque não sobem à tribuna do Senado e da Câmara para informar ao povo brasileiro o que está atrás do impeachment de Dilma Rousseff. 

Dizer ao público quais são as razões da direita partidária e dos grupos midiáticos a serviço da plutocracia tentar paralisar as atividades e as ações do Governo Dilma. Para quem não sabe, conspirar para derrubar governos eleitos legitimamente é crime e passível de punição. Conspire contra o presidente Barack Obama para ver no que vai dar...

Ao retomar o assunto FHC, quero destacar que seus governos foram celeiros de escândalos, muitos deles de enormes proporções, além de conquistar maioria no Congresso por meios ilícitos, com pagamentos de "mesadas" a deputados e senadores, bem como comprou a sua reeleição por meio de uma emenda à Constituição, que o recolocasse pela segunda vez consecutiva no poder, conforme declarações publicadas na imprensa familiar por parlamentares da época. São públicas e notórias tais declarações quanto a este assunto.


Mentiu e mente até hoje o Neoliberal I sobre a autoria do Plano Real, que, inclusive, foi lançado sob a guarda do ministro da Fazenda, Rubens Ricupero.

O tucano-mor traiu o presidente Itamar Franco, porque qualquer plano econômico que seja efetivado tem de ser realizado com o conhecimento e a autorização do presidente da República, sendo que o mandatário naquela ocasião histórica era o político das Minas Gerais, Itamar Franco, que disse certa vez: "Fernando Henrique entende menos de Matemática do que eu; entende tanto de Economia quanto eu. Talvez, eu até entenda mais de Economia do que ele". E complementou: "O Fernando Henrique não reconhece que foi eleito por mim e que o Plano Real aconteceu no meu Governo". FHC trai. Ponto.

A polarização política e ideológica que transtorna o Brasil desde as manifestações de rua de junho de 2013 e que seguem cada vez mais radicalizadas no âmbito dos poderes do Estado, a reverberar a crise política em termos publicitários em favor de um golpe contra uma mandatária constitucionalmente eleita, a imprensa de mercado e familiar transforma o Brasil em um País institucionalmente instável, a partir da hora que autoridades do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal passam a ser agentes que influenciam diretamente na economia, na política, porque seguem a pauta política de empresários dos meios de comunicação privados, que nunca tiveram, não têm e jamais terão quaisquer compromissos com o desenvolvimento do Brasil e de seu povo.


Pelo contrário, se tais magnatas bilionários proprietários de um sistema midiático oligopolizado puderem estancar e até mesmo retirar as conquistas dos trabalhadores brasileiros o farão. 

Todavia para concretizar seus projetos econômicos e financeiros, eles precisam derrotar os governantes que tanto atazanam a vida deles, no que diz respeito às tentativas de colocarem no poder seus candidatos de perfis conservadores e compromissados com os interesses da plutocracia a qual pertencem os empresários de mídias, os mais atrasados dentre todos os setores da escala empresarial, ao ponto de causarem a destruição de qualquer empreendedor que não seguir sua cartilha política.

O problema de FHC e de seu alter ego, senador Aécio Neves, foi a quarta derrota consecutiva para um candidato do PT.

A frustração e o inconformismo dos tucanos suplantaram os limites da realidade e da sensatez. A derrota atingiu em cheio a autoestima da direita e de um candidato acostumado a vencer eleições, como o neto de Tancredo Neves, que sempre teve tudo nas mãos.

O PSDB e suas lideranças dessa vez perceberam que poderiam vencer, tiveram muitos votos, mas não o suficiente para resgatar o poder presidencial. 

É como se eles tivessem chegado ao máximo da temperatura para chegar ao pódio e de repente são alvos de uma ducha fria que os recolocou frente a frente à realidade. Realmente, a dor moral e psicológica foi grande e inusitada. 

Primeiro, os tucanos se sentiram irremediavelmente surpresos, depois veio um certo abatimento, para logo após se entregarem de corpo e alma ao inconformismo e à fúria dos que consideram a derrota um castigo ao invés de aprendizado.

Contudo, FHC — o Neoliberal I — ao que parece não aprendeu muita coisa. Se tivesse aprendido, não apagaria fogo com gasolina. Afinal, o tucano tem 84 anos e foi testemunha ocular de muitas crises políticas e institucionais deste País, que, insisto, tem vocação para o desenvolvimento e o progresso, mas que tem a morar em suas terras uma das piores e mais perversas "elites" do mundo.


Não é à toa que tivemos quase 400 anos de escravidão. Dilma não cai. Lula vai ser candidato se ele quiser. E FHC perdeu o juízo, se algum dia o tucano o teve.





Postado no Brasil 247 em 27/07/2015

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