26 abril 2018

Beth Carvalho canta o samba Lula Livre







Gentilezas são mensagens de amor que enviamos ao universo



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Marcel Camargo


O mundo já está tão violento, doente, mesquinho e agressivo, que qualquer atitude gentil de nossa parte certamente fará diferença na vida de alguém, na vida da gente, na vida em si.

Mesmo que não se creia em algum fundamento religioso, é quase impossível negarmos que há uma energia circulando por entre as pessoas, atraindo e repelindo conforme a vibração de cada um , de cada ambiente, de cada pensamento. Não dá para explicar direito, mas nosso estado de espírito tem muito a ver com a forma como pensamos e com as ações que pontuam os nossos dias.

Existem, por exemplo, pessoas que nos fazem um bem imenso, somente por ficar ao nosso lado, ao passo que alguns indivíduos nos trazem um sentimento ruim, pesado, sufocante. Muitos parecem agregar, enquanto outros tantos só fazem sugar. Quantas vezes, nossa intuição nos protege contra pessoas falsas, de comportamentos ruins, de lugares inóspitos? E quantas vezes, ignorando nossos avisos interiores, acabamos nos dando mal?

Seguindo essa lógica, portanto, fazer o bem, ser solidário, sorrir, agir com gentileza, enfim, sempre será o melhor a fazermos, caso queiramos nos sentir mais leves, mais felizes, mais satisfeitos. O bem que vai sempre voltará, o sorriso que acolhe sempre nos acolherá também e as gentilezas que espalharmos nos retornarão leveza e cor, beleza e bondade. Mia couto diz que toda gentileza é uma declaração de amor e o amor, quanto mais se doa, mais fica em nossos corações.

Muita gente precisa apenas de um sorriso para continuar. Um bom dia caloroso pode afastar o peso de dentro de muita gente. Um abraço sincero é capaz de operar milagres em uma alma que atravessa escuridões. Dizermos “eu te amo” com verdade multiplica as chances de sermos felizes e de fazermos alguém feliz. Gentilezas são milagrosas, pois salvam, iluminam, atenuam, clarificam, visto que carregam amor, que é o remédio para toda e qualquer dor afetiva.

O mundo já está tão violento, doente, mesquinho e agressivo, que qualquer atitude gentil de nossa parte certamente fará diferença na vida de alguém, na vida da gente, na vida em si. Todo mundo sofre, dói para todo mundo, ou seja, poder trazer um pequeno alento, que seja, a alguém que precisa, tornará a nossa jornada mais leve e fecunda, pois então sementes de amor, gentis e sinceras, serão colhidas por aí, por ali, por aqui, bem dentro de cada um de nós.



Postado em Conti Outra



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25 abril 2018

7 palavras que destroem



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Postado em Escola Esotérica







Também em Portugal, Lula Livre !



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Jornalistas Livres está ao vivo agora.


25 DE ABRIL - DIA DA LIBERDADE

A Revolução de 25 de Abril, também conhecida como a Revolução dos Cravos, ocorreu em 1974 e depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, em Portugal.

A ação, liderada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), implantou um regime democrático um ano depois, quando entrou em vigor a nova Constituição a 25 de Abril de 1976, marcada por forte orientação socialista.

Neste 25 de abril, lembramos do presidente Lula, preso político no Brasil, que vive hoje em um estado de exceção. Proibido de receber visitas, Lula segue como refém de um judiciário fascista, que participou ativamente do golpe de Estado no país.

Grupos de brasileiros e portugueses participam do desfile, pedindo a libertação do Lula: Núcleo PT Lisboa, Coletivo Andorinha, Casa do Brasil e Maracatu Baque do Tejo.

"Em Portugal e no Brasil, sempre em defesa dos valores de abril!"




22 abril 2018

Sorrir faz bem !



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Moro desmascarado com imagens do Tripex sem Reforma


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Lula falando com Moro sobre o Triplex


O Governo mais impopular do Mundo








As 13 canções que inspiram Lula





Gustavo Conde



A canção popular é elemento constitutivo da democracia. Toda a narrativa da história política do Brasil está atravessada pela canção popular. O Brasil é o país politicamente mais musical do mundo, uma vez que a musicalidade aqui transpira por todos os poros e praças. A política está impregnada de canção popular e a canção popular está impregnada de política e das dores que subjazem a essa política, tão afeita a golpes, aquarteladas e congêneres.



Não admira que a própria encarnação da democracia brasileira dos últimos 40 anos – um trabalhador filiado à cultura simples do povo que chegou à presidência da república – tenha uma conexão profunda com a canção popular. O “Lula ouvinte” inspira e transpira música popular. Esteve e está do lado dos maiores compositores da música brasileira desde sempre.

Chico Buarque, Gilberto Gil, Elis Regina, Gonzaguinha, Aldir Blanc, João Bosco, Zeca Pagodinho, Chico César, dentre tantos outros, fazem parte da vida política e cotidiana de Lula. A admiração é recíproca e a celebração fraternal, idem, havendo até espaço para o futebol. Procure-se imagens de Lula ao lado desses monstros sagrados da MPB e encontrar-se-á registros históricos, sensíveis e plenos de sentido democrático.

Lula é praticamente um compositor ele mesmo. O “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” é como que uma extensão melódica de sua presença política – a despeito de sua conexão impressionante com a canção ‘Olê, Olá’ de Chico Buarque, datada de 1966. Os discursos históricos de Lula, seu sorriso habitual, seu enunciado característico, sua verve, seu ritmo, seu ethos, seu tom conciliador, tudo isso é música para o sentido de democracia do brasileiro e é preciso que se diga isso sem meias palavras.

Como Lula é o genuíno homem do povo, não admira que sua cultura musical também seja oriunda dessa mesma dimensão. Lula ama a canção brasileira como qualquer outro cidadão brasileiro. Passou os anos de chumbo, ouvindo Gonzaguinha, Chico Buarque, Luiz Gonzaga, Elis Regina, João Bosco, Belchior, Gilberto Gil e tantos outros cantores e compositores que encarnam e encarnavam o sentido popular de maneira tão visceral.

Lula, ademais, não tem uma cifra sequer de ingenuidade. Como todo catalisador social que lidera processos simbólicos, ele sabe que a canção popular é um manancial infinito de sentidos e conexões estratégicas, um patrimônio que, a despeito de toda a sua dimensão estética, representa um thesaurus de enunciados e significações de apelo popular investido de verdade social.

Lula emana não apenas o poder mobilizador da canção, ele a empodera. Durante todo o seu governo (2003-2010), convidou músicos populares, não raro desconhecidos, para se apresentarem em cerimônias oficiais da presidência.

Em seus atos pela democracia, antes de ser preso pela justiça política de Curitiba, Lula convidou, através de sua assessoria, músicos do país inteiro para se apresentarem ao lado dele nas manifestações históricas pela democracia.

Consagrados, anônimos, ativistas, discretos, os músicos preenchiam seus atos e davam o tom da emoção e do sentido político que ali teria seu espaço de emergência mais uma vez deflagrado em um Brasil destroçado por um golpe. Artistas das causas políticas de afirmação, como signatários das causas LGBTT, do movimento negro, das nações indígenas, de todo segmento artístico e social, estavam e estão sempre ao lado de Lula para demarcar, de maneira clara, de que lado da história eles estão – e isso já ocorre há mais de 40 anos.

Em um dos últimos atos pela democracia sob a liderança de Lula, estavam lá Renato Braz cantando “Cálice” de Chico Buarque de Hollanda e Ana Cañas cantando “Velha Roupa Colorida” de Belchior. Chico César sentava-se ao chão do palco da Casa de Portugal e Raduan Nassar fazia seu discurso de uma frase só: “eleição sem Lula é golpe”. Um dos maiores intelectuais do mundo, Noam Chomsky, figurava em vídeo em defesa de Lula e até Odair José apareceu para dar o seu abraço. 

Não há precedente. Não há figura, política ou não, dotada de conexão maior com a arte popular e com o respeito e a admiração internacional. Lula transpira política e arte, política e música.

Não admira que sua seleção de canções para celebrar liturgicamente o aniversário de sua companheira Marisa Letícia, no último dia 7 de abril no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, tenha sido tão emocional e política. Lula e Marisa eram apaixonados pela canção popular e, como qualquer casal que se apaixonou e se conheceu nos anos 70, a música lhes serviu de pano de fundo passional e como forma de resistência política.

O repertório escolhido por Lula foi esse:

Asa Branca – Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1947)

Maria Maria – Milton Nascimento e Fernando Brant (1978)

O que é O que é – Gonzaguinha (1982)

Apesar de Você – Chico Buarque (1978)

Mama África – Chico César (1995)

Vaca Profana – Caetano Veloso (1984)

O Tempo não Para – Cazuza (1988)

Vapor Barato – Wally Salomão e Jards Macalé (1971)

Sangue Latino – João Ricardo e Paulo Roberto (1973)

Podres Poderes – Caetano Veloso (1984)

A Voz do Morro – Ze Ketti (1965)

Deixa a Vida Me Levar – Zeca Pagodinho (2004)

Sujeito de Sorte – Belchior (1976) 

A ideia do presente ensaio é analisar as 13 canções selecionadas por Lula, com breves comentários técnicos filiados a uma escola de interpretação chamada “semiótica tensiva”, que tem nos autores Claude Zilberberg e Luiz Tatit sua expressão teórica consagrada. Entre uma glosa e outra, serão feitos comentários sobre as possíveis conexões e associações políticas dessas canções, devidamente contextualizadas pela cenografia histórica. 

O conceito de “eu cancional” irá aparecer com muita frequência e ele nada mais é do que o “eu lírico” dos poemas, aplicado à canção. Tecnicamente, a ‘canção’ é uma peça musical composta de duas dimensões: letra e melodia. A letra não é um poema, ela tem uma estrutura própria de construção de sentido que requer um olhar também específico. Isso pode ser explicado com a seguinte premissa: uma letra não produz o seu sentido cancional separada da melodia. A melodia da canção participa intensamente de seu caráter semântico e tanto melhor para o leitor deste ensaio se esta lhe for familiar.

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